26 setembro 2014

But When I Go.

 
Eu poderia simplesmente escrever aqui o quanto tudo está desabando sobre mim, sobre meus problemas, medos, dramas. Mas eu acho desnecessário. Sei lá, me cansei. Simplesmente cansei de ficar contando meus dramas para os outros, achando que alguém irá se preocupar realmente. Até porque uma das coisas que eu descobri, da pior maneira, é que aqueles ditadinhos clichês que dizem que não se deve confiar em ninguém, apenas em si mesmo, são verdadeiros.
 
Eu simplesmente larguei mão de me importar com as pessoas. Pois elas também não se importam comigo. Correr atrás, para que? Para fazer papel de otária? Não, obrigada.
 
Mas essas tempestades da vida possuem um propósito. Era isso que eu precisava. Um reviravolta. É claro que eu ainda não estou em condições para sair por aí exalando felicidade. Por que dar um tempo, em alguns casos, também é necessário.
 
Mas quando eu levantar, esteja preparado.
 
Não sou mais aquela menininha ingênua que acreditava em tudo. Quando tudo começou a desmoronar, eu comecei a mudar. Jamais voltarei a ser quem eu era. Sei lá, depois de tudo, meus medos se tornaram idiotas demais e não passam de pequenos desafios do tipo daqueles que nós fazemos como "vou chegar até o poste antes daquele carro virar a esquina". Simples assim.
 
A única coisa capaz de me assustar, são as pessoas. Por que essas sim são perigosas. São com elas que devemos ter cuidado. E não com os monstros que vivem debaixo da nossa cama. Até por que, eles estão lá quietos, se escondendo dos humanos.
 
Eu vou sair, viajar, curtir. Com aqueles que fazem eu me sentir bem. Vou usar o que eu quiser, sem me preocupar se vão pensar que sou uma mendiga louca ou uma patricinha. Eu vou ser simplesmente eu. Sem precisar maquiar meus defeitos por causa da sociedade julgadora. Vou ser eu.
 
E a cada segundo que se passa, mais perto da hora disso acontecer nós chegamos. Vou me levantar. E quando eu ir.. Não voltarei.

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